Arquivo | maio, 2013

Cenas do cotidiano

14 maio
Homenagem ao Dia das Mães 
Mesmo que a natureza não permita, o amor transcende para que eles também sintam a magia de carregar um filho no ventre. Homenagem ao Dia das Mães – Exposição “Ode ao pai” do fotógrafo holandês Kees Spruijt reúne 23 fotos de pais entre 25 e 54 anos posando “grávidos”. – em Kusthal Rotterdam
Vida tranquila espelhada nos canais de Leiden, na Holanda.
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Banho de sol a -15 graus em São Petersburgo, Rússia.
Sao Petersburgo
A curiosidade para descobrir o que tem do outro lado do muro! – em Berlim
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Texto e fotos: Flávia Waltrick

A arte das porcelanas de Delft

14 maio
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Motivos diversos compõe a galeria de peças Delft Blauw

Quem já esteve na Holanda certamente viu milhares de peças de porcelanas brancas pintadas de azul, desde os tradicionais tamanquinhos holandeses até saleiros em formato fálico. Em qualquer esquina encontra-se uma loja de souvenir repleta destas porcelanas chamadas “Delft Blauw”, em homenagem à cidade de origem.

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Artesão pintando uma peça em sua loja de souvenir

O que pouca gente sabe é que a maioria é, ironicamente, made in China. O motivo é simples: globalização e preço mais em conta para atrair os turistas. Obviamente, não são originais. As verdadeiras porcelanas holandesas são fabricadas em Delft, cidade que fica a 64 quilômetros de Amsterdã.  Todas as peças são pintadas a mão, o que faz o preço ser bem mais salgado. Enquanto uma réplica de um tamanco é vendida a pouco menos de 5 euros, o verdadeiro custa a “bagatela” de 45 euros. É o preço da originalidade!

A cerâmica vitrificada azul e branca de Delft foi introduzida na Holanda pelos ceramistas italianos no século XVI. Cem anos mais tarde, mercadores começaram a trazer do Oriente amostras das delicadas  porcelanas chinesas. Pouco tempo depois, por volta de 1650, os ceramistas da região passaram a adotar o modelo chinês em todo tipo de peça ilustrando passagens bíblicas e o cotidiano daqueles anos.

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Sequência do processo de queima da cerâmica

Naquela época, a porcelana prosperava no país e Delft contava com 32 fábricas de cerâmica. Hoje, sobrou apenas uma para contar a história: The Koninklijke Porceleyne Fles, onde é possível conhecer mais sobre o processo de fabricação e visitar um pequeno museu com peças especiais como os pratos comemorativos aos casamentos e batizados reais e uma réplica em tamanho real da obra “A ronda noturna” do famoso pintor holandês Rembrandt. E claro, ao final do tour você pode  adquirir um souvenir originalíssimo, que vem até garantia e selo de qualidade!

Mas quem não quiser se dar ao trabalho de ir até a fábrica apenas para comprar um legítimo Delft Blauw, a opção é percorrer as lojinhas autorizadas na praça central da cidade.

Texto e fotos: Flávia Waltrick